Suspeito que, um minuto antes de saltar, ela tenha chegado ao máximo da sua própria transparência: o perfume. Suspeito que seu coração flutuasse no corpo oco e carregasse pequenas encomendas que não seriam entregues. Enquanto seus braços ainda agarravam a amurada da ponte, ela foi um super-herói. Quando as mãos se soltaram, ela esteve em sua pele trêmula pelos últimos vinte segundos. A partir daí, tornou-se constantemente o salto e eu, seu vigia.
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