Ela queria saber quem era o franco que avançava sobre Saraqusta Al-Bayda. Mas não houve tempo. O general já ordenara: faz o sinal-da-cruz, sarraceno. Então os moradores da cidade sangraram e a tropa que subiu a colina para salvar seu herói também sangrou. Ela chorou baixo, de modo que derramou lágrimas para sempre. Todos sabem, não se dá leite a quem foi acalentado num elmo.
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18.6.10
28.1.09
ela (o salto, uma variação)
Daquele dia em diante ela foi um fantasma zangado. Quando ela morreu, nossos velhos nem choraram, eu é que chorei. Um pouco antes de seu corpo ser encontrado, ela ganhara o indulto, mas não adiantou, não havia amigos do outro lado, apenas chaves sem porta. Foi quando (ou foi por isso que) suas pernas contornaram a murada da ponte, como ponteiros de um relógio maluco. Com os braços ainda presos a essa murada, ela parecia um ornamento na proa. Quando as mãos se soltaram, ela foi um passarinho tonto. Não pude evitar. Agora, eu peço que ela me assombre todas as noites de vento forte, quando os velhos sentem um frio esquisito.
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