26.3.09

calígrafo


o que importa é o primeiro gesto
e todo o destino quem faz
é o deus do primeiro gesto
atrás das cortinas
o indicador pousado nos lábios
maestro enfermeiro casulo
ele unge quem se apaga
e se espalha sobre o que está escrito
caleidoscópio quebrado
ele erra
entre ser rotina e vulcão
sua caligrafia hesita
nas mãos de divindadezinha
e agora há o vento
sobre seu castelo de carta
ele é um deus no espelho
dono do primeiro sopro
o destruidor seu servo.

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